"Essa estranheza que sinto surge da minha dificuldade de aceitar os fatos como aparecem, do meu arraigado hábito de fugir às transformações impostas pelas contingências, invitáveis na vida de qualquer pessoa, mas às quais fujo alimentando tristezas profundas com saudades de um passado idealizado que não deixo morrer, e que não canso de reinventar de modo a ficar mais aferrado a ele. Aquele estranho hábito de ter o sofrimento como minha única fonte de prazer... Mas não é um hábito tão estranho assim quando me dou conta de que esse prazer sofrido por tantas vezes era meu único prazer, meu refúgio para não enlouquecer. A pergunta que me faço agora, dada esta constatação, é 'O que aconteceu comigo, o que fiz de mim, para me privar da busca por novos caminhos para seguir a vida?"
segunda-feira, 8 de março de 2010
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"É preciso ter asas, quando se ama o abismo"
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